jan 092014

Violência doméstica é cada vez mais denunciada por mulheres em Goiânia

Artigo 1

G1 GO, com informações da TV Anhaguera – Dados da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Goiânia apontam que a mulheres vêm denunciando cada vez mais agressões e ameaças sofridas por elas. Segundo a delegada titular da Deam, Ana Elisa Gomes Martins, desde o primeiro dia do ano até esta quinta-feira (9), já foram registrados oito boletins de ocorrência por lesão corporal e 39 por ameaças. Em balanço do ano passado, foram registrados 46 boletins de ocorrência por lesão corporal e 178 por ameaças.

Dentre os casos mais graves que chegaram à delegacia, está o da operadora de caixa Mara Rúbia Guimarães, que foi torturada e teve os olhos perfurados pelo ex-marido, em agosto de 2013. De acordo com Ana Elisa Martins, felizmente, crimes muito violentos como esse são menos registrados. “Esses casos muito graves, de extrema comoção, são raros. Claro que a gente, desde que aconteça, isso nos entristece muito e a gente tem que trabalhar para evitá-los”, afirma.

Para a delegada, o aumento no número de denúncias impacta diretamente na prevenção desse tipo de crime, que reduz os números de agressões. “A gente sente uma diminuição que vem ocorrendo em Goiânia ano a ano e isso se deve realmente ao trabalho de conscientização da população e com certeza ao trabalho preventivo e repressivo da polícia. As pessoas estão sendo presas pela prática de crimes contra mulheres”, afirma.

Ainda assim, muitas mulheres deixam de denunciar as ameaças, o que pode terminar em casos como a estudante goiana Maria Divina Pereira Barbosa Monteiro, de 30 anos, encontrada morta ao lado do ex-marido, em Tocantins. Ele é o principal suspeito do crime. Para a titular da Deam, que investigava o suposto desaparecimento da mulher, familiares contaram que Raimundo nunca aceitou a separação. Apesar das constantes ameaças de morte, a mulher nunca registrou ocorrência policial contra o ex.

“Isso se deve a uma soma de elementos. Mulheres que são muito dependentes de seus maridos, mulheres que acham que não vão encontrar outros companheiros, que são dependentes afetivamente, o próprio medo de denunciar, muitas vezes ela pensar que pode sofrer represálias. São situações que podem realmente intimidar, inibir a mulher a procurar as autoridades”, alerta Ana Elisa Martins.

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