jun 172014

Violência contra idosos no RS aumentou 159% em 14 anos

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Jessica Gustafson/Jornal do Comércio – Em alusão ao Dia Mundial de Combate à Violência contra o Idoso, lembrado no domingo, a Secretaria Adjunta do Idoso de Porto Alegre realizou ontem um seminário sobre o tema. De acordo com o secretário adjunto do Idoso da Capital, André Canal, o assunto é de extrema importância, pois de 2000 a 2014, o número de casos de violência aumentou 159% no Estado. Entre as principais vítimas estão às mulheres idosas, que têm apresentado mais anos de vida do que os homens. No evento, realizado no auditório dos Correios, no Centro, foi lançada a cartilha Dicas de Segurança, que aborda os golpes mais frequentes feitos contra a terceira idade e os cuidados necessários que se deve ter ao circular pelas ruas e ao ficar em casa.

ANTONIO PAZ/JC Canal diz que motivação financeira amplia violência contra idosos

ANTONIO PAZ/JC
Canal diz que motivação financeira amplia violência contra idosos

Em relação ao aumento da violência, Canal afirma que algumas situações têm agravado o problema, como o uso de drogas por parte dos familiares e a falta de estrutura familiar. “Temos observado casos de violência por motivação financeira, que se inicia com a psicológica e passa para a física, quando acabam os recursos deste idoso”, explica. De acordo com ele, como a maioria dos abusos é praticada por membros da própria família, a denúncia acaba não sendo feita. Assim, a grande dificuldade enfrentada pelos órgãos que tratam do tema, como a Delegacia do Idoso, é tratar deste vínculo emocional entre a vítima e o agressor.

“Normalmente, tomamos conhecimento das agressões quando a pessoa chega até o hospital, que tem sido o nosso grande aliado. O técnico da saúde é obrigado a fazer a notificação compulsória. É muito difícil o idoso ir até uma delegacia e relatar o problema”, ressalta. Canal avalia que o trabalho realizado pela atenção básica e pela Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) tem sido muito importante para os mais velhos, unindo a prevenção e o cuidado emocional, proporcionando a independência destas pessoas.

O vice-prefeito Sebastião Melo ressaltou que o poder público deve ter forte atuação na questão social, mas não pode se desligar dos núcleos familiares, promovendo a conscientização da população. “O município criou esta secretaria para articular as políticas públicas, pois este tema precisa ter transversalidade. Temos muitos programas dentro dos postos de saúde da família e na área da assistência social, com colônia de férias e o acolhimento”, explica.

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