fev 072014

Tribunal de Justiça do Amazonas decreta as prisões de prefeito e mais cinco pessoas

Artigo 1

Amazônia Real – O desembargador Djalma Martins da Costa, do Tribunal de Justiça do Amazonas, decretou na tarde desta sexta-feira (07) as prisões preventivas do prefeito de Coari, Adail Pinheiro (PRP), e de mais cinco pessoas por envolvimento em crime de favorecimento da prostituição infantil. O prefeito nega as acusações.

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Adail Pinheiro foi preso em 2008 pela Polícia Federal (Foto: Alberto César Araújo)

Os nomes das cinco pessoas não foram revelados devido ao segredo da investigação. O advogado de Adail Pinheiro, Alberto Simonette Neto disse ao porta Amazônia Real que iria conversar com o prefeito “para ele se entregar”.

As prisões preventivas foram pedidas pelo procurador-geral de Justiça, Francisco Cruz, na manhã de hoje após formalizada uma nova denúncia contra o prefeito por crimes sexuais contra crianças e adolescentes com idades entre 9 e 12 anos da cidade de Coari (a 370 quilômetros oeste e Manaus).

A denúncia enviada em caráter de urgência faz parte de uma ação penal aberta pelo Ministério Público Estadual com base em novos depoimentos de menores ao Centro de Apoio e Combate ao Crime Organizado (CAO-Crimo). O promotor Fábio Monteiro esteve na cidade de Coari nesta semana e tomou depoimentos de meninas, que relataram que foram vítimas de abusos do prefeito. Uma delas teve a virgindade prometida ao prefeito pela mãe na festa do Reveillon de Coari em troca de dinheiro.

Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Amazonas, a nova denúncia trata-se do quinto processo por crimes sexuais envolvendo crianças e adolescente contra o prefeito Adail Pinheiro. Outros quatro processos apuram também crimes de exploração sexual de menores e favorecimento à prostituição. Os processos tramitam sob segredo de Justiça.

Procurado pela reportagem, o advogado de Adail Pinheiro, Alberto Simonette Neto, disse iria procurar o prefeito Adail Pinheiro para comunicar a decretação de sua prisão ainda hoje. O prefeito nega envolvimento nos crimes e diz que sofre perseguição política. “Vou conversar com o prefeito para ele se entregar”, disse o advogado.

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