abr 122014

Tráfico de pessoas começa a ser investigado no Amazonas

Artigo 6

emtempo online – Pelo menos 36 casos de tráfico internacional de pessoas estão sendo investigados atualmente pela polícia do Amazonas. Os dados são da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejus). De acordo com a diretora do Departamento de Direitos Humanos da Sejus, Michelle Custódio Campbell, durante uma entrevista a uma emissora de televisão local, as investigações ainda estão em andamento.

Ela afirmou também que além de casos internacionais, também há ocorrências de casos internos, onde as pessoas são traficadas para Estados dentro do Brasil. A secretária também traçou um perfil das principais vítimas dos traficantes de pessoas.

“A maioria é mulher, se identifica como afrodescendente, com idade entre 15 e 25 anos e de condição social de risco, baixa escolaridade, sem emprego fixo ou com baixa qualificação. Esse é o perfil da mulher que é traficada”, disse. Segundo ela, o mesmo vale para os homens.

Campbell disse que as promessas de trabalho são as principais armas que os traficantes usam para convencer as vítimas. “O aliciador, que é quem seduz a vítima é muito bem preparado. As promessas são diferenciadas, vão de um simples cuidador de idosos até dançarinas”, explicou.

De acordo com ela, o tráfico de pessoas possui pelo menos três modalidades, a exploração sexual, o trabalho escravo e o tráfico de órgãos. De acordo com a Sejus, o Amazonas é pioneiro no Brasil na implantação de Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante em terminal rodoviário e em municípios do interior. Já possui dois postos na capital, que atenderam mais de 20,5 mil pessoas nos últimos dois anos.

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