ago 262014

Sistema reunirá dados da violência contra a mulher no Piauí

 

artigo cedaw

Maria Romero/O Dia – O projeto de um sistema unificado que reunirá dados de violência contra a mulher em todo o Piauí foi iniciado ontem (25). O idealizador, promotor Francisco de Jesus, responsável pelo Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência de Doméstica e Familiar (Nupevid), diz que, até 2015, será possível ter dados de todo o Piauí.

“Nós iremos começar por Teresina, mas o objetivo é reunir dados de todo o Piauí. Em seis meses, os dados da capital estarão disponíveis. Será uma importante fonte de dados para estudantes que queiram fazer pesquisas e que sempre nos procuram. Mas, o mais importante é que assim poderemos dar início aos projetos de prevenção e repressão, atuando em rede com outros órgãos”, disse o promotor.

Segundo ele, em breve, será possível determinar a renda, etnia e faixa etária das mulheres vítimas de violência na capital. Além disso, poderão ser localizados os bairros ou comunidades em que há maior incidência de agressão e, ainda, os dias ou horários em que há maior quantidade de ocorrências. Com base neste perfil, acreditase que será possível promover palestras, capacitação e orientação nas escolas, além do reforço do policiamento ostensivo em parceria com a Polícia Militar.

De acordo com o promotor Francisco de Jesus, o trabalho de reunião dos dados acontecerá, paralelamente, em duas frentes. Enquanto os dados de 2014 estarão sendo inseridos em tempo real, já que após sua implantação, o sistema de cadastro de dados estará disponível em todos os órgãos e departamentos que recebem denúncias e processos; também haverá mutirões de servidores buscando e reunindo dados registrados a partir de 2010 no Instituto Médico Legal (IML), no Serviço de Apoio à Mulher Vítima de Violência Sexual (Samvis), em promotorias da capital e nas delegacias que atendem casos de violência doméstica contra a mulher.

“Depois, buscaremos reunir dados do interior, mas acho que isso somente será possível ser iniciado em 2015. Nossa prioridade, no momento, é a capital. Hoje, sabemos que os dados de que dispomos estão esfacelados, dispersos. O sistema será um importante aliado no enfrentamento a essa violência”, destacou.

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