out 242014

Polícia do Pará investiga aliciamento de travestis para prostituição

Artigo 1

G1 –A Polícia do Pará investiga o aliciamento de travestis de Belém para a prostituição no estado de São Paulo. Um grupo de paraenses retornou ao estado denunciando que foram vítimas de aliciadores, além de terem sofrido ameaças e agressões. Um paraense de 19 anos morreu na capital paulista, e as Polícias dos dois estados trabalham em conjunto na investigação.

Cinco paraenses aceitaram a proposta de uma aliciadora que combinou a viagem por celular, prometendo o pagamento de R$ 50 por dia e o financiamento de próteses de silicone para as vítimas. “Aqui você se sente em casa, pode comer a hora que você quiser”, diz uma das mensagens enviadas pela aliciadora. As vítimas denunciam que tiveram os documentos retidos pelos aliciadores em São Paulo, foram mantidos em cárcere privado e receberam ameaças e agressões.

Um dos paraenses, identificado Edmundo Gonçalves Ramos, de 19 anos, morreu na capital paulista. Segundo o irmão de Edmundo, ele foi vítima de uma aplicação irregular de silicone. “Arrombamos a porta e conseguimos levar meu irmão pro hospital. Quando chegamos lá já era tarde. Com uma semana injetaram silicone nele e estava fora da validade”, conta o paraense. O grupo retornou ao estado após três meses em São Paulo.

A irmã de uma das vítimas pediu para ele não viajar. “Eu passei dois dias sem comer e sem dormir, muito desesperada”, conta a jovem, que preferiu não se identificar. “Queria deixar um recado para esses travestis que passam por essa situação. Quando ver uma situação dessas muito milagrosa, dizendo que vai ter dinheiro fácil, que vai conseguir modificar o corpo, que não caia mais nessa história, porque isso é só ilusão”, alerta a jovem.

De acordo com a delegada Sandra Veiga, o crime tem características de tráfico de pessoas. “Nosso objetivo maior nesse inquérito aqui no Pará é verificar de que forma e quem são as pessoas que estão favorecendo a saída dos travestis para a prostituição”, diz a delegada.

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