jan 072014

Pesquisa do MTE aponta aumento da desigualdade salarial entre homens e mulheres bancários com maior formação

Artigo 1

Fenae Net – Entre 2007 e 2012, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), ficou maior a diferença salarial entre homens e mulheres bancários mais qualificados e em vagas com maior remuneração. Em 2007, embora muito expressiva, essa desigualdade era menor: bancárias com mestrado ganhavam 28,5% a menos que seus colegas homens de mesma formação. Em 2012, o hiato aumentou: trabalhadoras com mestrado passaram a ganhar 32,8% menos que colegas masculinos com o mesmo grau.

Os dados divulgados pela Rais mostram que, de modo semelhante, bancárias com doutorado tinham salários 50% menores que os dos homens (2007), enquanto em 2012 passaram a receber 56,5% menos que os bancários de mesmo nível. No total da categoria, a remuneração média masculina é de R$ 5.921,63 e a feminina chega a R$ 4.502,43, representando 24% menor em todos os graus de escolaridade.

DiferencaSalarial

Dados são da Rais, do Ministério do Trabalho e do Emprego. Fenae luta por igualdade de oportunidades para todos, sem discriminação por sexo, raça, orientação sexual ou contra pessoas com deficiência

A luta da Fenae, em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), é por igualdade de oportunidades para todos, sem discriminação por sexo, raça, orientação sexual ou contra pessoas com deficiência.

Mercado de trabalho
A tendência do mercado de trabalho formal, medida pela Rais, mostra que as trabalhadoras empregadas com mestrado ganharam em média, em 2012, 33% menos que os homens com mesma formação. Essa diferença era menor em 2007: de 25%.

Nesse período, a desigualdade passou de 17,4% para 21,4% no nível de doutorado. Houve apenas pequeno recuo para as trabalhadoras formais com superior completo, que antes recebiam 44% menos e passaram a ter a remuneração 40% menos que a dos homens. Além do mais, segundo pesquisadores, a geração recente de vagas no Brasil, concentrada em serviços que pagam menos, não favoreceu as mulheres.

A pesquisa do MTE revela que uma das maiores dificuldades para a chegada das mulheres aos cargos de comando nas empresas está na combinação que envolve sobrecarga de trabalho, rotina doméstica e cuidado com os filhos, já que tais afazeres ainda são considerados responsabilidades preponderantemente femininas. Esses fatores, por outro lado, se somam à cultura em grande parte das empresas que associa a imagem feminina à menor aptidão para liderança, menos afinidade com a tecnologia e menor disponibilidade de agenda para o trabalho.

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