nov 112014

País tem 50 mil mulheres estupradas por ano; Roraima lidera ranking

artigo cedaw

 

Carlos Madeiro/UOL No ano de 2013, 50.320 mulheres procuraram a polícia em todo país para denunciar que foram vítima de estupro, segundo dados do 8º Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta terça-feira (11) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.  O número é um pouco maior que o registrado no ano anterior, quando foram computados 50.224 estupros. Mesmo com a alta no número absoluto, a taxa de estupros caiu de 25,9 para 25 por cada 100 mil mulheres no ano passado. Além dos casos consumados, o número de tentativas de estupro também cresceu e, em 2013, chegaram 5.931 –média de 2,9 por cada 100 mil.

O levantamento faz uma consideração, que agrava ainda mais as estatísticas: “apenas 35% das vítimas costumam relatar o episódio às polícias, segundo pesquisas internacionais. Assim é possível que o Brasil tenha convivido no ano passado com cerca de 143 mil estupros.”

O Estado com maior taxa de estupros é Roraima, onde 66,4 das mulheres num grupo de 100 mil foram violentadas em 2013. Depois vêm Mato Grosso do Sul (48,7), Rondônia (48,1), Amapá (45,4), Santa Catarina (44,3) e Acre (44,3). Goiás apresenta a menor a taxa com 6,8.

Para os especialistas do fórum, existe uma banalização do crime no país, como revelam os números.

“Os dados do fórum reforçam que o país convive com taxas absurdas, que naturalizam mais de 53 mil crimes violentos letais e 50 mil estupros registrados. Isso para não falar nas constantes ameaças do crime organizado”, diz o documento.

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Campanha ”Não mereço ser estuprada” bomba na internet
A funkeira Valesca Popozuda também participou da campanha Não Mereço Ser Estuprada, que propõe que internautas tirem a roupa e se fotografem segurando um cartaz contra a violência sexual. Valesca publicou uma foto no Instagram na noite de domingo (30), na qual aparece nua segurando um bastão de beisebol. Abaixo da imagem, lê-se a frase “De saia longa ou pelada #não mereço ser estuprada”. O protesto online é uma reação a uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que revelou que a maioria dos brasileiros acha que mulheres com roupas expondo o corpo merecem ser atacadas.

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