fev 082014

Núcleo recebe quatro denúncias de tráfico de pessoas e trabalho escravo no Amapá

Artigo 6

Paula Monteiro/Portal Amazônia – De dezembro de 2013 a fevereiro deste ano, o Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Netp) recebeu quatro denúncias de suspeita de tráfico de pessoas na fronteira do Amapá com a Guiana Francesa e o Suriname. Do total, dois são casos de exploração sexual e estão em processo de investigação e os demais não foram configurados neste crime e foram encaminhados para delegacias especializadas em violência contra a mulher.

De acordo com a coordenadora em exercício do (Netp) no Amapá, Talyta Pontes Monteiro, nos dois casos de exploração sexual as vítimas formam grupos de crianças, adolescentes e mulheres adulta. Ainda segundo Talyta, a facilidade em transitar em território estrangeiro e a grande extensão da área de divisa entre os países (em média 700 quilômetros) são os principais obstáculos no enfrentamento ao tráfico de pessoas. “No Suriname o caso é ainda mais sério, pois não há controle”, afirmou.

trafico humano

Foto: Divulgação/Agência Brasil

Para combater tráfico de pessoas no Amapá o Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Netp) tem apoio da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Ministério Público (MP) e ONG’s, onde também são desenvolvidos trabalhos de combate ao trabalho escravo e a exploração da prostituição. “O tráfico se configura quando há aliciamento, transporte e exploração de pessoas, o que envolve também outras ilegalidades”, explicou Talyta.

Além das áreas de fronteira, os municípios no interior do estado demandam atenção do Nept. No interior do Amapá há uma incidência considerável de prostituição, segundo o Núcleo. Cerca de 500 pessoas em instituições públicas e privadas foram capacitadas para atuar no combate a esses crimes, especialmente nas fronteiras com o Suriname e com a Guiana Francesa.

Denuncie
Para receber denúncias, o Netp disponibilizou os telefones 0800 280 9488 e (96) 3225-8578, do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Amapá. A Central de Atendimento à Mulher atende no telefone 180, e para casos de violações dos direitos humanos, o número disponibilizado é o 100. As informações sobre casos de tráfico de pessoas também podem ser repassadas na página oficial do Netp na mídia social.

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