fev 022014

Na Paraíba, 6,4 mil mulheres estão à busca dos pais das crianças que foram geradas no carnaval

Artigo 1

Folha do Sertão – “Eu ficava com tantos homens que não tenho ideia de quem seja o pai das minhas filhas”, confessou a adolescente “Mariana” que, aos 17 anos, já é mãe de gêmeas e vive num abrigo em João Pessoa. A história da jovem – que teve o nome trocado para preservar sua identidade – é um exemplo do resultado de aventuras sexuais sem regras, movidas a drogas, comuns em dias de Carnaval.

flha sertaoEm cidades que concentram foliões, como Lucena, no Litoral Norte do Estado, a comarca judiciária registra uma alta na procura por ações de investigação de paternidade, 10 meses após a festa. Na Paraíba, o programa “Nome Legal”, criado pelo Ministério Público, realizou 2.600 reconhecimentos de paternidade em apenas três anos.

Não há um percentual exato, mas seguramente, parte deles é dos chamados ‘filhos do Carnaval’. Nesse mesmo período, 9 mil mulheres procuraram o MPE, em busca do pai de seus filhos e 6,4 mil ainda estão na busca.

Segundo a promotora Paula Camilo Amorim, coordenadora do programa, muitas delas disseram ter engravidado em noites de festa e não conhecem o homem com quem dormiram. Em todo o Estado, juízes e promotores têm sido acionados com frequência para socorrer crianças que nascem desse tipo de relação e acabam em situação de abandono.

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