jan 152015

MS é o 5° Estado em violência contra a mulher e aplicativo promete redução

Artigo 1

Mariana Anunciação/Topmídia news – Diante das graves estatísticas de violência contra a muler, foi assinado nesta manhã de quinta-feira (15), o Protocolo de Intenções com a Procuradoria Geral do Município e demais órgãos, para a implementar o “Botão da Vida”. Trata-se de um aplicativo que deve ser instalado no celular das vítimas, para avisar as autoridades que estão correndo riscos. O dispositivo visa proteger as mulheres que estão sob medida protetiva, contra os seus agressores. “O botão não solucionará o problema em Mato Grosso do Sul, que é o 5º Estado com maior número de violência contra a mulher. Mas, com certeza, ajudará muito e servirá de exemplo para todo o país”, explicou o desembargador Ruy Celso Barbosa Florence.

botao msA secretária de Políticas para as Mulheres, Liz Derzi de Matos, informou que, a princípio, cogitou a hipótese do “Botão do Pânico”, que custaria em torno de R$1,8 milhão para ser implementado. Ao invés de ser um botão físico, com a criação dessa nova tecnologia, o montante será de R$20 mil e R$ 900 reais mensais para manutenção. “O aplicativo tem baixo custo e para cadastrar cada nova mulher, o valor é zero”, disse.

“Registramos 5.966 boletim de ocorrência apenas no ano passado. Só em janeiro de 2015, foram mais de 190 casos de violência contra a mulher já computados. Por isso, realmente, precisamos de instrumentos como este no combate à violência. Mas apenas com sua aplicação que poderemos avaliar o seu real funcionamento e os números”.

Funcionamento

Assim que a mulher clica no dispositivo, que está configurado em seu celular, imediatamente há uma ligação para o 190, são enviadas mensagens via e-mail e celular com os dados cadastrais da vítima. Com isso, a polícia recebe as informações relevantes em tempo real como nome, foto do suspeito e endereços, facilitando a localização exata da vítima.

“É um absurdo acontecer 8.500 assassinados de mulher ao ano, sendo que 14% são homicídios dentro do lar”, destacou o juiz federal Odilon Oliveira, dizendo que a implementação do dispositivo depende de ações conjuntas.

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