set 242014

Estupro Coletivo: Movimento feminista na PB faz campanha por justiça para as mulheres de Queimadas

artigo cedaw

Paraiba.com.br – O movimento feminista e de mulheres da Paraíba lançou nesta semana a campanha “#Somos todas e todos mulheres de Queimadas” nas redes sociais em solidariedade às mulheres de Queimadas, cidade onde Isabela Pajuçara e Michelle Domingues foram brutalmente assassinadas após serem vítimas de um estupro coletivo.
A campanha, que está sendo veiculada nesta semana, entre 22 a 26 de Setembro, evidencia a necessidade de punição de Eduardo Santos Pereira, acusado de ser o mentor e executor do crime de ocorrido na cidade de Queimadas, Paraíba. Eduardo será submetido ao Júri Popular nesta quinta-feira, 25 de setembro, no Fórum Criminal da Comarca de João Pessoa, para responder pelo crime cometido.

Na manhã do dia 25, o movimento feminista e de mulheres do estado realiza um ato público exigindo a condenação do réu e justiça para as mulheres violentadas e mortas durante a festa de aniversário do irmão de Eduardo. A partir das 9h, haverá a concentração para a realização de uma caminhada que sairá da Praça dos Três Poderes, no centro de João Pessoa em direção ao Fórum Criminal da capital.

O movimento convoca a todos e todas a chamar a atenção da população, compartilhando a campanha #SomosTodaseTodosMulheresdeQueimadas, com material gráfico disponível nas páginas de diversas articulações de mulheres como a Rede de Mulheres em Articulação da Paraíba. Ou então, tirar foto com um cartaz com as hastags #somostodasetodosmulheresdequeimadas e #justiçaparaasmulheresdequeimadas

Para entender caso – de acordo com a Polícia Civil e denúncia feita pelo Ministério Público da Paraíba, dez homens estupraram cinco mulheres durante a festa de aniversário de Luciano dos Santos Pereira, irmão de Eduardo dos Santos Pereira. Segundo informações contidas no processo, as mulheres foram oferecidas como “presente” para o aniversariante. A professora Isabela Pajuçara Frazão Monteiro, 27, e a recepcionista Michelle Domingues da Silva, 29, foram assassinadas por terem reconhecido os agressores. Os outros co-autores do crime já foram julgados em 2012. Seis homens foram condenados pelos crimes de cárcere privado, formação de quadrilha e estupro. Três adolescentes cumprem medidas socioeducativas.
Assessoria

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